quinta-feira, junho 30, 2016

Um cigarro, por favor

Texto que escrevi para o Blog http://conselheirasdoamor-bine.blogspot.com.br/

 


Daí você acorda três horas da manhã. Lá fora um silêncio modesto. Sinto sede. Queria um cigarro. Levando da cama e vou até a janela. Olho para a cama vazia: você não está. Quanto tempo faz? Não sei. Não consigo determinar certas mudanças na minha vida.  A solidão como tema principal das minhas queixas é coisa recente entre os amigos, mas não sei quanto tempo faz. Nunca toco no seu nome, mas todos sabem minha verdadeira aflição. Queria um cigarro nessa solidão. Volto para a cama, procuro um livro na cabeceira: tem uma bíblia pequena que eu ganhei de um amigo protestante. Será que a história está resumida? Tem outro livro, que eu parei na metade. Uma revista sobre celebridades. A revista é herança sua.

O livro?

Vou até a cozinha. Não estou com fome, mas também não estava com sono. Poderia trocar a pizza gelada por uma noite bem dormida? Sinto sua falta, Juliana, mas não quero dizer isso para ninguém. Escreveria um livro sobre minha mal escrita relação com você? Talvez mereçamos essa consideração. Um pedaço de pizza, um copo de água gelada. Quanto tempo eu não durmo direito? Vou até a sala, procuro algum filme interessante na estante: “Terceiro Tiro”, “Paciente Inglês” e “Zabriskie Point”. Confesso que não tive coragem de ficar com você, enquanto você assistia aos filmes. Dormi antes dos dez minutos. Sabe? Naquela época eu trabalhava muito, descansava pouco. Dormir em seus braços era uma coisa que me deixava vivo.

Somos antagônicos, muito diferentes. Mas ambos, hoje, tão igualmente solitários. Queria te ligar, mas você não vai me atender. Quer saber? Concordo que realmente o remédio é o tempo. Não que eu tenha qualquer esperança que voltaremos a formar um casal feliz. Esse negócio de tempo é uma grande bobagem, na maioria das vezes. Entendo; muitas vezes esse afastamento serve para colocar a cabeça no lugar, mas é terrível quando desalinha também o coração.  No sofá da sala, sem sono e sem fome; nada na televisão: nesse momento penso em você, mas penso diferente. Você não é mais aquela pessoa que eu amava,  e qualquer coisa que fizéssemos agora; seria um recomeçar do zero, um renascimento, que poderia vingar ou não. Seria como se fosse ter que apreender amar você novamente.

Quer saber? Acho que você está acordada pensando a mesma coisa que eu. Levanto do sofá, corajosamente. Você na cama ainda acordada. Você me viu cheio de febre, fome e abstinência? Odeio saber que você está ai, como se não estivesse. Vamos nos ajeitar? Senão vou embora para sempre. Eu seguro o seu ombro, olhamos um para o outro. Odeio quando você chora, odeio quando eu não consigo chorar. O que fizemos de nossas vidas? Onde estão nossos sonhos?  Nossos sonhos são tão distantes? Queria alguém para me acompanhar, quer alguém para assistir um misero filme. Vamos dormir? Eu te abraço, mas não consigo dormir.

De manhã: a vida como nunca. Tudo muito igual. Saímos juntos para o trabalho. Fico no meio do caminho, você segue adiante. Vamos almoçar juntos hoje? Eu não posso, tenho uma reunião; você não pode, tem uma desculpa tão real quanto a minha. Nós nos evitamos. Mas isso é fácil, de dia; quando nossa cabeça está cheia de problemas, resoluções e números. É fácil quando estamos com outras pessoas, pensando em outras coisas. Mas quando estamos juntos? Quando no quarto, você decide apagar a luz do abajur e não diz uma única palavra?

Ia perguntar se você tinha um cigarro, mas estamos longe novamente.

segunda-feira, junho 27, 2016

Texto 1 – Fé ou Crença: Dois caminhos e duas medidas


Nunca é fácil falar sobre religião. Principalmente quando termos utilizados criam dúvidas. É certo que a língua é motivo de grandes discussões, até maiores que a própria definição dogmática. A Bíblia, por exemplo, sofre perseguição por causa de suas traduções e interpretações. E também por causa disso, acaba sendo utilizada para obter poder. Mas o assunto aqui não é a Bíblia, mas a interpretação de duas palavras específicas, que, embora pareçam sinônimas; podem representar situações antagônicas. As duas palavras são: crença e fé. Existe diferença entre as duas palavras? De um modo geral são utilizadas da mesma maneira. No entanto, gostaria de aplica-las de um modo diferente; utilizando-as para definição de uma situação religiosa, uma posição espiritual.
Talvez a conversa aqui se complicaria se estivesse em meio à céticos. A maioria das observações de agora em diante têm uma relação muito especial com a espiritualidade. Acreditar no mundo espiritual e sua contribuição à nossa evolução é fundamental para continuarem seguindo minhas palavras. Longe de ser uma obra mediúnica ditada em pormenores por espíritos superiores. A seguir apenas minha sondagem sobre o comportamento religioso e como podemos criar um parâmetro utilizando da palavra fé e crença.
Quando falamos de fé temos a ideia que não precisamos de qualquer explicação lógica. A fé é o sentimento de confiança em relação alguma coisa, dando-lhes o crédito de todas as situações de nossa existência. Fé é uma palavra que se origina do latim “fides”, que tem como significado: confiança, juramento, promessa e, pasmem, crença. Fé, portanto, também é crer. Do outro lado, a crença tem como origem latina a palavra ”credere”, que tem como significado acreditar e confiar. Crença e fé, então, remetem ao acreditar.
Paulo de Tarso, quando fala dá fé, diz de forma bem clara que a fé é acreditar em algo que não se pode comprovar, em algo incompreensível; mas que, no entanto, dá-nos absoluta certeza da existência . Assim, somente pela fé, podemos acreditar em Deus. E também por isso, inicia-se o distanciamento da ciência, que positiva, não abre mão da observação, comparação, repetição e análise. Não podemos, na vida espiritual, observar, comparar e repetir. Não há experimentação como é o caso da ciência. Por isso, para a ciência, o mundo espiritual não existe. Só existe para aquele que acreditar no poder comprovar pela fé. A fé não é observável.
Esse sentimento é fundamental para qualquer religião. Somente através da fé é que podemos nos enriquecer das opções que nos são dadas pela religião. A fé é algo poderoso, posto que nosso mestre Jesus de Nazaré nos colocou: (Mt 17:20) “Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível”. Já imaginou que força é capaz de mover uma montanha? Mas a frase tem um lado ainda mais impressionante, pois foi através da fé que Cristo e os seus auxiliares criaram o nosso Planeta Terra. Mais que transportar a montanha, o nosso governador planetário, pela sua fé em Deus, também fez surgir a montanha.
Então, quando falamos sobre a fé podemos compreender uma conexão desproporcional com Deus. Uma força incompreensível vinda do Criador, como uma centelha, uma fagulha; uma pequena participação no universo. Jesus ainda nos disse que nós éramos deuses e que se estivéssemos com Cristo, faríamos muito mais. E isso só é possível através da fé. A fé está a nosso favor, a fé sublime e indestrutível, pois está com Deus. A Fé e o Amor andam de mãos dadas, cada qual com sua contribuição para o espírito eterno.
A crença, todavia, não é como a fé. Embora tenha a relação nítida com a fé, a crença é uma opção humana, acreditando nas coisas espirituais ou não; embora sempre esteja ligada às coisas materiais. Cremos nas escrituras, nas figuras, na liturgia, nos dogmas; nas tradições e nas mais variadas formas de conduta religiosa. Essa conduta nos leva a Deus, portanto, conduz-nos a fé. Mas a crença pode ser enganosa, pode ser multifacetária, diferente da fé, que é única. Jesus nos disse, (Jo 1:11): “Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais?”. Podemos interpretar: se vocês não acreditam nas coisas da matéria, como ter fé nas espirituais?. “Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus”. Pois quem crê em Jesus, mas não tem fé, tem sua condenação.
Dentro dessa sugestão, da criação de uma definição diferente entre crença e fé, como podemos dizer qual é qual? Como saberemos a diferença? Por exemplo, muitas pessoas religiosas; que frequentam determinadas religiões, tem fé em determinados dogmas; e acreditam como verdadeiros. Não seria essa fé apenas uma crença? Em partes: os dogmas seriam dignos de fé se colaborarem com Deus, ou seja, ter uma relação divina. Um dogma, mesmo que pela fé, que corrompe a humanidade, distorce, subtraí, humilha, distancia; amargura e oprime a si mesmo, ou a outro humano; é apenas uma crença, pois parte do homem a confiança, não de Deus. A fé, ainda que tenha dogmas religiosos que nos parecem contraditórios, mas que trazem a bem-aventurança a todos os homens, é algo verdadeiro.
A maior parte das nossas vidas quando dizemos ter fé estamos apenas insuflando a crença. Mas fiquem tranquilos, a parte menor de nossas ações movidas pela fé são suficientes para todo o resto. Por exemplo, um ateu faz uma campanha para ajudar órfãos. Ele recolhe alimentos, roupas e brinquedos. Faz isso pois acha certo ajudar. Ele acredita e é agente da bondade. Mas faz isso por motivos que ele desconhece. Não crê em Deus, não crê na vida espiritual; e não faz nada aquilo pensando em recompensa. Não estaria ele, no modo operante da fé, trabalhando mais para Deus que o teísta imoral?
Isso nos traz uma discussão sobre a “sola fade”, que é um princípio protestante e católico da salvação. Escolha com sinceridade duas respostas, qual você acha mais valiosa: “Deus nos mandou Cristo e seu evangelho; salvando-nos, assim sou grato e serei uma pessoa que sempre fará o bem”. Ou a outra: “Deus nos mandou Cristo e seu evangelho para sermos pessoas gratas e boas para sermos salvas”. A primeira frase diz que Deus nos salvou a todos, por isso seremos bons. Na segunda Deus só nos salvará se formos boas. Esse princípio por duas religiões explica bem quando e como optarmos pela fé.
A fé é tudo na reforma íntima, com caráter individual, mas proporções universais. Não importa a crença que você propaga. Nem a religião que você assume, muito menos o templo que você frequenta; sem que em tudo isso exista a fé. Não importa a fé verdade que propaga, mas a bondade que você proporciona. Acreditar em algo, como em Deus, por exemplo, tendo a noção que ele não pode ser provado, é a mais absoluta e intransferível justificação pela fé. É por uma reforma íntima que se estabelece uma conduta de paz, amor, retidão e comunhão. É por Deus que trabalhamos na fé, não trabalhamos pela crença.
Sim, pois há uma diferença brutal entre crença e fé. Fé é unicamente a presença de Deus. A crença é a observação, como verdadeiras, todos os preceitos de uma doutrina ou dogmas. Por exemplo, posso crer no catolicismo, ser protestante ou umbandista. Mas crendo em todos eles, só haverá Deus se houver fé. Por isso sabiamente dizemos que não importa o caminho, mas se ele nos leva a Deus. Seguramente a presença da fé é mais importante que a multiplicação da crença. A fé em Deus é o pilar do ser humano espiritualizado, como a crença é muro para o ser humano religioso. A fé é invariavelmente divina, amorosa, correta, há uma comunhão com Deus, há o amor. A crença não remove montanhas, mesmo ela moralmente perfeita. A fé é amor, crença é paixão.
Já dissemos que a crença é o meio de se chegar à fé. Mas como saber se a crença está correta? Como saber se a nossa crença temporária poderá nos levar a fé eterna? Como imaginar a crença demarcada poderá abranger a fé no infinito? O amor é a resposta. O amor é a bússola. O amor é o maior sentimento de Deus. Ainda que eu tenha a fé, a ligação necessária com Deus; e não tiver amor; continuarei infrutífero. Como disse Paulo de Tarso: “E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria ”. A fé é a sensação da presença de Deus, o amor é o sentimento de Deus. Volto a dizer: Fé e Amor andando juntas nas revelações de Cristo.
Assim, podemos encerrar o assunto. Lembrando uma coisa importante: a interpretação é livre, a decisão também. Jamais uma opinião analítica pode ser tomada como doutrinária. Assim, não desrespeitando qualquer questão sobre crenças e fé, expostas exaustivamente nos meios religiosos, é seremos ainda mais felizes em nossas explanações. Tomar ao pé da letra aquilo que foi exposto nesse pequeno ensaio; como tomar ao pé da letra qualquer palavra que traga assuntos como Deus, fé, amor e esperança; é cair no erro de séculos, fazendo com que uma ideia, uma hermêutica qualquer de meia dúzia de palavras tenha mais importância doutrinária que milênios de estudos e discussões.
Apenas o amor pode ser o caminho, as decisões de incluir e não excluir. De entender Deus e não rejeitá-lo. Ouvir as mais diversas opiniões e não sermos intolerantes. Afinal de contas, fé ou crença; ainda que tenham o mesmo significado, não significam nada se não formos pessoas melhores para os outros e para Deus.

Tarde da Noite


Nem o café, sadio e involuntário;
que me deixou de dia até agora,
será responsável pela insônia.

Nem o relógio, que pisca toda hora,
Com seu barulho propício, ao sono
que chega sem deixar bem claro.

Nem a felicidade que procuro.
Nem a tristeza que me perco.

Nem você que me acompanha:
Nada restará na tarde da noite.


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domingo, junho 19, 2016

Cronica do Dia das Almas

"... trouxe o pedaço de pão que estava há dias dentro do armário. Eu não pedi pão. Aliás, não pedi absolutamente nada. Bati palmas para os cachorros que me encaram freneticamente como seu trouxesse algum tipo de perigo. Eu estava com as roupas rasgadas e sujas, é verdade. Mas isso não me diminuía. Não, minha senhora, eu não estou com fome. Ela insistia que eu pegasse o pedaço de pão das suas mãos, quando na verdade eu apenas queria acariciar os cachorros; que me fizeram lembrar quando eu era criança, e minha mãe cuidava de três cadelas. Tudo bem, quer me oferecer algo, pode me dar um copo de água. Ando caminhando com esse Sol nas costas e todo o peso do mundo. Tenho onde morar, minha senhora. Mas eu preciso dizer-lhes algumas palavras antes de ir embora. Mas, por favor, um copo de água antes....."
.... a mulher nunca mais voltou e os cachorros pararam de latir minha presença. De algum modo parecia que não me viam mais ali naquelas condições...." pg. 05

Crônica do Dia das Almas

"...tentei colocar o meu rosto nos pingos que estavam caindo. Era a primeira vez que sentia o gosto da chuva, depois de tantos anos amedrontado no espaço e tempo do cotidiano. Nada me impediu, durante longos anos, de sair na chuva; olhar para o céu; sentir os pingos. Mas, mesmo livre, algo me prendia. Não era uma proibição de fato, mas uma sequencia de observações falsas sobre as coisas que valiam na vida. A chuva no rosto vale mais que esse texto...."  pg. 12

Carta Aberta: Não há espaço para intolerância


"Escrevi esse texto no dia 19 de junho de 2015, publicado para um dos grupos de uma rede social do qual participo. Fiz a leitura novamente lembrando do fato lamentável, onde uma menina fora apedrejada por ser adepta da Umbanda. Naquela ocasião eu escrevi dizendo exatamente o meu sentimento: mesmo eu não sendo umbandista, o fato da intolerância chegar ao extremo da agressão, representava que nós, assim como a garota, estávamos todos em grande perigo..."

Meu medo era exatamente esse: A semente que demorou mais dois mil anos para amadurecer estivesse a ponto de apodrecer novamente. Exatamente pelos acontecimentos impensados, destruidores; opositores e intolerantes. Eu reescrevi os primeiros parágrafos pelo menos umas três vezes. Não queria ser injusto, nem queria provocar a discórdia; nem ao menos propagar ainda mais a intolerância. Fechei meus olhos e silenciei. Meu minuto de silêncio em oração para todos os meus amigos religiosos: Protestantes, católicos, umbandistas, budistas, kardecistas e afins e afins e afins. Para meus meus amigos ateus: meu minuto de silêncio em respeito às suas escolhas. Meu minuto de silêncio pela boa vontade dos bons homens, independente da religião. Meu minuto de silêncio para as pessoas que amam, simplesmente amam.
Prefiro assim, o silêncio. Prefiro não querer discutir aquilo que parece óbvio. Crentes ou não, podem ler as entrelinhas dos evangelhos e buscar a fonte de inspiração de quem realmente merece ser seguido: Jesus de Nazaré. Ele, que diante da Samaritana, rogou-lhe uma praga? Deu-lhe veneno na água? Ou simplesmente a salvou? Pôs-se diante de uma intolerante situação, onde judeus e samaritanos não podiam sequer se falar; e tomou uma atitude grandiosa, sábia e humana. Jesus de Nazaré, sobre-humano, talvez muito mais longe agora de nossos ideais religiosos. Dá-me de beber! E nós todos vemos o Jesus dos intolerantes matando a diferença em forma de mordaça e cruel.
Não há indícios dos criminosos, nem tampouco alguém poderá dizer com qualquer certeza que esses intolerantes nasceram no seio protestante. Seríamos tão injustos em achar que seguidores do evangelho fossem capazes de matar em nome de Deus? Fizemos atrocidades em nome de Deus. Seríamos ainda essa humanidade violenta, anti-cristã; bárbara? Jesus diante do diferente Nicodemos conversaram sobre assuntos delicados, divergentes. Nem por isso Jesus, em sua autoridade máxima, fez-se de rogado e deixou o rabino sem qualquer resposta. Pelo que se sabe não houve qualquer grito, qualquer ofensa; sequer uma palavra dita de forma vulgar e pejorativa. Aquele que exerce tal fundamento, já em si perdeu a batalha.
Ainda encontra a pecadora, sendo julgada por pecadores. Pedras nas mãos, nenhuma explicação ou caridade. Jesus se aproxima, olha para todos os criminosos: que atire a primeira pedra. Os adoradores daquilo que não presta, da maldade; do ódio atiram a pedra, que voa sem qualquer direção pois não importa quem irá atingir, pois sabem que atingira aquele que eles consideram diferente. Odeiam as diferenças, odeiam saber que não são os poderosos, odeiam saber que existe um Deus, que mesmo sem perceberem; é quem realmente podem julgar. A pedra então acerta a menina de onze anos, que no mínimo, em sua inocência infância, não podia adorar aquilo que Deus não deixasse em seu caminho. Ignoraram, esses odiosos, a vontade de Jesus: venha até mim as crianças!
Meu minuto de silêncio para que os verdadeiros religiosos, meus amigos ou não; saibam agora propagar a paz, a tolerância e a vontade boa proposta por alguém que há dois mil anos lidou com todas essas diferenças, e até maiores; mas mesmo assim lidou com o mundo em desavença como se todos fossem filhos de Deus. E aquele que está desesperançoso como eu, em crer que a religião não fará mais vítimas de intolerâncias; busque na frase: Coragem, eu enfrentei o mundo e venci!
Façamos aquilo que Ele propôs, vamos enfrentar o mundo igual ele enfrentou; com certeza sairemos vitoriosos também.
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