sexta-feira, setembro 12, 2014

Prostíbulo


E no ar reflete, chamo.
Onde transa aos poucos, e
ainda, e versa; ultrapassa.

Quando chegar a hora
avise-me sem demora.
Seca e finda, final da noite.
Onde está? Como está?
Deito como encontrado.
Peito dormente, olhos cansados.

Felicidade? Jamais procuramos.

E as mãos de um crime:
Toca, leve; leva e a neve.
Não há frio, nunca houve.
Sequei, acabei.
É o fim da noite? Leve.

Tente mais uma vez,
Não se arrependerá.
E a boca; que esconde o crime.
Toca, tensa; leva e engole.
Como está? Onde está?
Ainda, e verso, teimo;

Chego a me apaixonar
quando chega a hora de ir embora.

Mas passa, logo passa.
Você já espera me esquecer:
Estamos quites nessa noite.


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