Ultrapassado?
sábado, setembro 05, 2020
Ultrapassado?
sábado, março 27, 2010
sábado, março 13, 2010
Introdução O CADÁVER VEIO ANDANDO
Introdução
O acaso pode nos ajudar em muitas coisas: mas o que dizer do acaso que ajuda desvendar um crime? A história de amor, traição e ódio. Uma história que revela que as situações do mundo não são aleatórias, que as coisas não acontecem fortuitamente.
Em O CADÁVER VEIO ANDANDO, você vão ver uma situação interessante das coincidências da vida, e como isso pode alterar a vida de uma pessoa; principalmente quando se trata de um criminoso.
Boa leitura!!
Sérgio Oliveira
Veja também:
http://folhetimhojeevinte.blogspot.com
http://patativadabola.blogspot.com
http://vozecor.blogspot.com/
(01)
São duas horas da manhã. Sinto sono, mas não consigo dormir. Sempre sofri com insônia e tudo anda piorando nos últimos anos. Sinto-me nostálgico também. Eu era feliz com alguma coisa do passado que eu não sei bem o que é. Apenas sinto que a história, que ficou lá para trás; é um pouco melhor do que a que estou vivendo agora. E possivelmente melhor do que viverei amanhã. Estou deitado na cama, não faz calor nem frio. É uma noite morna, de sensações mornas e de vontade morna. O tempo não me incomoda naquele momento.
A janela do meu quarto estava aberta. Gosto de ouvir o barulho da rua. Nesses momentos sei que ainda estou vivo. Um carro passa, outro. Um carro passa pela poça de água suja. Havia chovido forte agora pouco. Parou de chover e as pessoas lentamente começam a circular pelas calçadas. Odeio o barulho das pessoas, mas eu sei que elas são importantes. O tempo ainda: caminhando lentamente. Pego o livro que está na cabeceira. Precisava terminá-lo antes que eu morresse. Estou pensando na morte, em como as coisas podem acontecer de repente. Quem contaria minha história? Jornais costumam noticiar os infelizes solitários. Eu sou uma história.
Estou no décimo quinto andar. Daqui tenho uma privilegiada visão: mulheres andam quase nuas de madrugada. Os bares lotados e seus bêbados incorrigíveis. Dá para ver um teatro; que tem algumas apresentações amadoras, desinteressantes e chatas. Da sala posso ver a avenida principal, que não para nunca. Dá para ver assaltos e atropelamentos. Mas nada me diverte tanto quanto ver o horizonte, longe e cinzento. Ver quando chega o temporal de fim de tarde e suas negras nuvens, como se fosse o final dos tempos. Nessa hora torço para que buraco negro, ou um asteróide descontrolado, leve todos os pecados da humanidade; principalmente os meus.
Não consigo o sono. Cada vez fica mais difícil. O barulho vai diminuindo, como se a vida fosse se desfazendo aos poucos. E a vida ou meus sentidos que se foram? O silêncio, a escuridão. Grito para ouvir minha voz, para ouvir o que o eco me diz. Grito para romper a mesmice das cenas diárias e medíocres. Um grito abafado, de dor da solidão. Um grito de palavras sem sentido, como grunhido ou qualquer bicho na jaula. Como animais indo, conscientes, para o abatedouro. Sinto o grito saindo da minha boca como se odiasse a mim mesmo e as pessoas que pudessem escutá-lo. Não há libertação, apenas o transtorno de saber que tudo é realidade. Deito e durmo, angustiado. A síndrome da culpa.
A luz do sol bate em meus pés. Não faço idéia das horas. Escuto passos na cozinha. Minha cabeça pesa, dói. Tenho uma sensação terrível de ressaca, como se tivesse comido e bebido a noite inteira. Lembrei-me que mal jantei e que não bebi nada durante o dia inteiro. Meus pés estão dormentes, assim como meu braço direito. O relógio aperta meu pulso. Tento me levantar, não consigo. O barulho na casa aumenta, escuto passos vindo para o meu quarto. Há muito tempo ninguém me prepara café da manhã. Quem eu trouxe para cá? Deixei a porta do apartamento aberta? Os passos continuam, seguros e firmes, vindo em minha direção.
Agora não escuto o som da cidade. São muitos barulhos embaralhados: carros, ônibus e motos. As pessoas podem trocar confidências, revelar algum crime ou simplesmente manter-se em silêncio; ninguém consegue percebê-las ou ouvi-las. Nunca iremos saber o que sai da boca de alguém daqui de cima. Da janela não vejo mais as mulheres quase nuas e os bêbados descontrolados: buraco negro e asteróides. Meu pecado continua intacto, sem precedente.
A vida continua morna.
(CONTINUA....)
quinta-feira, outubro 08, 2009
Novos Projetos
Tudo anda corrido! O relógio parece não parar nenhum minuto e o calendário andando a todo vapor! Na verdade o texto é uma satisfação: tenho dois projetos andando, mas um deles ainda distante. Enquanto um no plano das idéias, o outro já está se concretizando. Ambos são realizados em parceria.
O primeiro deles é uma coisa antiga: criar texto que narre uma fotografia. Eu já tinha pensando nisso antes, mas a parceria não deu certo. Ficamos imaginando como seria e acabou não sendo nada. Agora o negócio parece funcionar! Do nada, conversando com uma amiga, que tem um fotoblog; acabei revelando um dos sonhos, que era juntar imagem e texto. Ela aceitou na hora e em poucos minutos já tinha uma produção feita: A SOLIDÃO DOS ANOS.
O outro é um roteiro para um monólogo, que pretendo passar para Rynaldo Papoy fazer uma apresentação. Tenho em mente o texto, o roteiro e tudo mais. A única coisa que não tenho ainda é próprio texto (o suor); ou seja, o mais importante. Mas como ele disse que não tem muita pressa, acho que vou fazer o negócio com calma. Só espero que ele não fique zangado, por ter que colocar esse projeto novamente em segundo plano! Calma, cara, uma hora sai!!!
Para quem se interessar pelo A SOLIDÃO DOS ANOS do Voz e Cores, acesse:
http://vozecor.blogspot.com/
Valeu,
Sérgio Oliveira.
segunda-feira, junho 01, 2009
NA COVA - Nova Publicação (Em Breve)
Foi um desafio escrever uma história como NA COVA. Ela é totalmente diferente do que estou acostumado a escrever. Conta a história de um garoto chamado Charles, que arruma um emprego num cemitério. Ele faz amizade com Antonio, um velho cansado e solitário.
Não é uma história de aventura, nem de grandes perseguições e ações. Não posso dizer também que seja romântica e cheia dos descompassos da paixão e choradeira do abandono. É uma história simples, tratando de pessoas simples e seus pequenos dramas.
A aparente inocência da história, que muitos perceberão como sem importância, esconde conflitos humanos e suas paixões. Esconde nossos vícios, nossos medos e nossos sonhos. Quantas vezes suportamos perder nossos sonhos?
A maior aventura é sensibilizar-se com as pessoas, entender o que está por trás de suas ações; e de algum modo, nos iludir com por elas.
Boa Leitura!
Sérgio Oliveira
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domingo, outubro 05, 2008
Quem precisa saber?
Vida de Crítico
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Jogando Bafo
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Fiquei feliz com o convite feito pelo meu amigo Rynaldo. Estávamos batendo um papo virtual sobre futebol, quando ele decidiu fazer um blog. Disse que iria me convidar, mais uma dúzia de gente. Tema livre, conversa descontraída; algumas piadinhas. O certo era falar sobre futebol como estávamos fazendo na comunidade Figurinhas. Aceitei e aqui estou.
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Como falar de futebol num país onde se come dorme, urina e soa futebol? Como ser crítico no meio de tantos críticos? Técnico de futebol todo mundo tem um pouco, comentarista todo mundo tem de sobra. Pior do que isso: quase sempre entendemos pouco do que estamos falando, mas ninguém tem vergonha de dar opinião, escrachar alguém; sair por ai dando nota. (É engraçado esse negócio de nota, já vi jogador craque levando um zero por causa de uma expulsão).
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Na comunidade tínhamos o Bundão e o Craque da rodada. Algo criado por um dos participantes, que passou a ser recheado controvérsias, sarro e palpites infelizes. Somos humanos, oras. Teve de tudo nas primeiras rodadas, e quase sempre o óbvio. Craques os melhores jogadores, melhor técnico; times que deslancharam e surpreenderam. Os bundões de sempre: os que decepcionam. Não é decepcionar porque são ruins de bola, ou foram infelizes numa jogada. Decepcionam porque futebol é assim mesmo, inexplicável, ilógico e apaixonante.
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Ilógico, já que obedece a uma surpreendente forma de caos, mas que não é tão caos assim. Inexplicável, já que podemos ver uma determinada situação, mas ninguém é capaz de dizer que aquilo está acontecendo. E apaixonante, que apesar de ilógico e inexplicável, todos gostam, comentam, brigam, entre outras coisas.
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Inauguro minha participação: sou eu o craque ou o bundão da rodada.
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(Primeiro texto enviado como colaborador no blo http://jogandobafo.blogspot.com/)
sábado, fevereiro 16, 2008
Mais um show
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Mas como Maiden nunca deixa o show acabar no êxtase, eis que aparece Powerslave. Aquele som meio grave, de alguém que está saindo de uma tumba. The number of the beast é essencial, como quem vai no médico e é obrigado a ser auscultado. . Heaven Can wait e todos os ajudantes de palco, etc entrando para o refrão. O público de mais de 40 mil pessoas subirá no palco, com certeza.
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domingo, dezembro 30, 2007
Folhetim Hoje é Vinte 2007
AVISO IMPORTANTE (30/12/2007) – FOLHETIM HOJE É VINTE
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Olá,
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Queridos e-Leitores:
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depois de quase três anos escrevendo o FOLHETIM HOJE É VINTE, tive que abandoná-lo nos últimos dois meses. Alguns me mandaram e-mail questionando a falta de textos, outros nem ligaram. Importante mesmo, para mim, era estar sempre "incomodando" vocês com textos divertidos (quem sabe?).
A.proveitei a situação e resolvi fazer uma revisão no que eu havia escrito: reformular é preciso, escrever não é preciso!!!
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O balanço desse período é muito interessante: 39 folhetins, 26 e-mails criticando, 12 comentários no blog e inúmeros comentários em pessoa (já que quase 25% da lista de e-leitores são amigos que estão muito próximos). São quase 3.700 cliques no blog (dois anos apenas), considerando a divulgação e o assunto (MP3 e sacanagem são mais interessantes que literatura para o grande público), eu considero um bom número.
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Também nesses período os romances foram um sucesso de público: 42 PECADOS, A MÁSCARA DE BEHLE, BRIGA DE FOICE, ULTIMA VISION, O MENOR DOS ENCANTOS e por último MÃO QUE ESCOLHE O CRIME. Para quem gosta de poemas, só o ano de 2007 publiquei mais de 60 deles na internet ou e-mail.
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Ou seja,
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É tempo de férias, pessoal!!!!
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Para 2008, se tudo acontecer como esperado, volto com FOLHETIM HOJE É VINTE mensalmente. Também ando preparando outro romance, como o nome de ROUPA SUJA.
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TRECHO:
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Toca o telefone. Era tudo que eu precisava hoje: alguém me incomodando com perguntas cretinas. Aposto que a pergunta seria cretina. Toca uma vez, eu nunca atendo o telefone até o quarto toque. Se for algo importante, a pessoa desesperada do outro lado da linha voltaria a ligar. Toca cinco vezes, o telefone pára. O silêncio poderia ser uma coisa boa em outros momentos, mas agora, como tantas coisas do mundo, acabo ficando irritado. O telefone toca de novo, depois de poucos minutos. Poderia ser a mesma pessoa desesperada, poderia ser outra pessoa não desesperada. Quem poderia me ajudar nesse marasmo? Uma pessoa desesperada?
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"Alô?"
"Torres?"
"Sim, é ele"
"Estive procurando o senhor há dois dias"
"Algum problema?"
"Sim, claro. Sim. Um grande problema"
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Era evidente que a pessoa tinha um problema. Eu que odiava perguntas idiotas acabava quase sempre fazendo uma. Ela continua a conversa:
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"Preciso falar com o senhor pessoalmente"
"Seu telefone está grampeado?"
"Não sei. Não confio em ninguém"
"Qual o motivo de confiar em mim?"
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(CONTINUA)"
quarta-feira, julho 11, 2007
Briga de Foice
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Obs.: Texto disponível somente no blog: http://prosashojeevinte.blogspot.com
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Boa leitura!!
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Sérgio Oliveira
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domingo, junho 24, 2007
LadoZ
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Quem precisa saber?
[Que som não sai da cabeça] – God put a smile upon your face (Coldplay)
[Que roupa no corpo] – Velha
[Livro que não terminei ainda] – Terminei das outras vezes, mas estou lendo novamente (A Grande Arte, Rubem Fonseca.
[CD] - System of Down
[DVD] – (nada)
[Bebida na geladeira] – Guaraná (Pinga de BH, fora da geladeira)
[Comida que faz falta] - Lasanha
[Que papo cabeça] – Música
[Onde pretendo ser Infantil ] – No chão da sala
[O quê é Difícil ] – Final de noite, domingo.
[ Minha maior Bagunça] – Textos, em cd
[Melhores coisas para hoje] – Passar, sem se arriscar.
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sábado, junho 23, 2007
LadoZ - Bebel, O menor dos Encantos
Olá,
Tenho recebido boas críticas em relação ao O MENOR DOS ENCANTOS. Ainda bem que os e-leitores estão gostando da nova história. Bom, não gosto muito de explicar coisas em relação ao texto, primeiro porquê algumas coincidências são apenas coincidências; nunca sei dizer quando algum nome, fato ou personagem foi posto no texto como dica para um grande enigma contido na história.
Mas um fato curioso, levantado por um dos editores do texto, me levou a reler o texto e perceber que dúvida era pertinente: afinal qual o motivo de Fernanda ser chamada de Bebel? Se você ainda não chegou nessa parte da história, não se preocupe, quando ler vai saber o quê estou falando. Se você já leu, segue uma explicação nada convencional (Trecho de Complexo Eu, livro póstumo):
"....quando escrevi O MENOR DOS ENCANTOS, precisava de uma personagem forte, que fosse um dos pilares construídos ao redor do personagem principal. No começo adorei o nome Bebel, e quem me conhece, sabe que há referência em várias outras histórias desse nome. Bebel vêm da história do Cazuza, trata-se da Bebel Gilberto, com quem ele escreveu a música (Eu preciso dizer que eu te amo / Te ganhar ou perder sem engano / E eu preciso dizer que eu te amo / Tanto). O nome cabia perfeitamente, pois a história que queria escrever era bem mesmo a letra da música. Conforme o texto foi ganhando forma, Bebel ficou desaparecida quando comparado ao nome de Lúcia (mais tarde conto porquê substitui por Luisa), foi quando surgiu o nome de Fernanda, do meu poema de 2003:
Nenhum nome me perturba,
me condiciona a lembrança
de algo bom e confortável.
Nenhum nome me saúda,
me deixa a vontade no sofá
e busca uma cerveja gelada.
Nenhum nome me acaricia,
beijando minhas pernas e
sugando minha língua.
Nenhum nome me chama
para sexo ou para drogas,
bebidas e lanchonete;
depois do cinema.
Nenhum nome me falta
nos convites dos jantares
à luz de vela ou sem luz.
Nenhum nome me indica,
que está frio para dormir
sem camisa ou camisinha.
Nenhum nome se quer é mais feminino
que o seu no meu quarto
quando acordo de manhã.
Nenhum nome que desejo
me injeta ânimo de verdade
para novo dia ou noite
sem nenhum nome.
Nenhum nome Fernanda
leva-me à cama
para uma rima sacana
e idiota.
Nenhuma Fernanda me faz
sentir frio ou sentir fome
quando o nome bate o peito
e ainda está tarde
para se dormir sem camisa
ou com o peito
sem nenhum nome.
(TODO TEMPO, Um poema sem nome, 2003, pg.37)
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"....assim troquei o nome para Fernanda em toda história. Acontece que Bebel não queria sair dali, parecia que tinha criado uma identidade com a personalidade de Fernanda. Para que eu continuasse com minha idéia, resolvi colocar o nome Bebel, como apelido de Fernanda, apenas na boca de Luisa, sua amiga....."
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Para quem quer acompanhar a história, e não recebe e-mail com os capítulos, basta entrar no blog:
http://prosahojeevinte.blogspot.com
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sexta-feira, junho 15, 2007
LadoZ - Introdução
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INTRODUÇÃO
Olá,
O MENOR DOS ENCANTOS é a história de quem resolve enfrentar o mal-entendido da vida. Sempre há em nossa vida, aqueles momentos que resolvemos esquecer, apagar completamente da memória. O quê aconteceria se você resolvesse enfrentá-los? Quantas situações boas conseguiria com isso? Qual o resultado para sua vida se encontrasse em sua frente todos os seus tormentos?
A história de um sujeito, que junto com mais três amigos, tenta resolver situações do passado. Viverá emoções, descobrirá segredos, angústias e sonhos. Descobrirá mais sobre a vida nas coisas que ele preferiria esquecer, do que na vida que estava levando.
História para aqueles que não percebem em menores momentos da vida, grandes encantos.
Boa leitura.
Sérgio Oliveira
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quarta-feira, junho 13, 2007
LadoZ
terça-feira, junho 12, 2007
LadoZ - O Menor dos Encantos (Trecho)
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"Continuarei falando sobre a capa do disco. Acho fundamental que o filme documentário seja colorido, não em preto e branco como está escrito aqui no roteiro. Os Beatles aparecem vestidos como sargentos, ao fundo a colagem de pessoas famosas. Aleister Crowley é um escritor famoso, sua figura está ali. Seus poemas, e sua doutrina foram influencias para vários artistas. Raul Seixas e Paulo Coelho, por exemplo. Nesse momento eu levanto do sofá, coloco o CD no rádio. “Do what thou wilt shall be the whole of the law”, faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.
Para a capa foram selecionadas 70 pessoas que de alguma forma influenciaram o mundo ou os Beatles até aquele momento. Sigmund Freud teria influenciado os Beatles? Marlene Dietrich? Sim, muito bonita. Edgar Allan Poe, quem eu não conheci. Prometo que se continuar vivo depois desses exames vou procurar alguma coisa de Poe para ler. Ele é poeta? Acho que sim. Como sou asqueroso em matéria de literatura. Bob Dylan? Está. Leo me disse que tentaram colocar outras figuras na capa, mas por pressão da gravadora, não foi possível. Jesus Cristo, Elvis Presley, Gandhi e Adolf Hitler. Não comentei a informação na época, mas agora me causa um desconforto incrível saber esses nomes, tanto para o lado positivo como para o negativo. Adolf Hitler?
A dor de cabeça piora. Sinto medo de desmaiar novamente. Logo passa. Preciso comer alguma coisa, tenho quase certeza que tudo isso que está acontecendo é por causa da minha vida, tão abandonada desde os tempos que sai de casa. Penso em minha mãe, no meu pai morto por uma doença misteriosa. Sofreu vários meses, depois de sua morte resolvi procurar o mundo e fazer coisas que eu nunca tinha imaginado. Depois de dois anos minha mãe morre também. De solidão, desilusão e uma doença no coração. Meus familiares morreram todos por causa de uma doença misteriosa, forte e incurável. A morte em si, é algo sem cura, eu penso."
(O MENOR DOS ENCANTOS, Sérgio Oliveira, pg.8)
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segunda-feira, junho 11, 2007
LadoZ
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Quem precisa saber?
[Que som não sai da cabeça] – Don´t Panic (Coldplay)
[Que roupa no corpo] – Jeans
[Livro que não terminei ainda] – Terminei das outras vezes, mas estou lendo novamente (A Grande Arte, Rubem Fonseca)
[CD] - O Teatro Mágico
[DVD] – Constantine
[Bebida na geladeira] – Suco Abacaxi
[Comida que faz falta] - Pizza
[Que papo cabeça] – Cinema
[Onde pretendo ser Infantil ] – Dormindo
[O quê é Difícil ] – Trabalhar sem vontade
[ Minha maior Bagunça] – Roupas
[Melhores coisas para hoje] – Romper a barreira do som, quebrar correntes e desejar o infinito.
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LadoZ
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Olá,
Terminei O MENOR DOS ENCANTOS. Quem está acostumado a receber os capítulos por e-mail, é só aguardar. Pessoas que estiverem interessadas, basta enviar um e-mail até 15/06/07 solicitando:
folhetimhojeevinte@blogspot.com
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quarta-feira, maio 30, 2007
LadoZ - Em Poucas Palavras
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Não quero me alongar na explicação dos meus poemas fantásticos. Eles estão ai para serem devorados. Lidos e jogados fora; guardados num canto, inutilmente. Penso que eles devam servir para algo superior, mesmo que só suspeite. E nesse paradoxo entre desejar que sejam adorados e odiá-los, eu receio que todos vocês ficarão no meio do caminho, ou seja, vão ignorá-los. Antes de mais nada, pensem seriamente no poemicídio que estão prestes a cometer, mas não se preocupem em serem apenados, pois, para seu criador, os poemas já nasceram mortos.
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São Paulo, 07 de junho de 2000.
Em poucas palavras
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Musicista
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Antes de mais nada, preciso dizer que o ofício de acorrentar as palavras é realmente ardoroso. Colocar em ordem de leitura os pensamentos tortos, às vezes grandes demais para caber numa caixa ou tão pequenos que não mereceriam nenhuma atenção. Esses últimos acabam por vencer a tão suada batalha....escrevo, mesmo quando não se têm whisky, cigarros ou música clássica. E talvez seja por esse exato motivo que se houver qualquer dúvida quanto ao pequeno texto apresentado, que leiam o livro e seus poemas tantas vezes forem necessárias....
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Tudo o que parece morto, palpita. Não apenas as coisas da poesia: estrelas, lua, bosque, flores, sexo e rock and roll; mas também um botão brilhando numa poça de lama de uma rua. Tudo tem uma alma secreta, que guarda silêncio com mais freqüência do que fala.
Uma rua pode ser observada através do vidro de uma janela, de modo que seus ruídos nos cheguem amortecidos, seus movimentos inexplicáveis, e em sua totalidade, apesar da transparência do vidro, rígido e frio, apareça como um ser "do outro lado". Ou se pode abrir a porta, sair do isolamento, aprofundar-se no "ser de fora", tornar-se parte e as pulsações da rua então, serão vividas no sentido pleno.
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"...E quase que eu me esqueci que o tempo não pára,
nem vai esperar......"
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São Paulo, outubro 2004.
segunda-feira, maio 28, 2007
LadoZ
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Assisti Perfume – A história de um Assassino. O filme é ótimo, para quem não conhece o livro. Para quem conhece, o filme se tornou apenas regular. Não dava mesmo para fazer mágica, acho que roteiro, diretor e atores conseguiram tirar "leite de pedra", ou melhor, "perfume de gente". Nota: Perfume está entre os vinte maiores livros, na minha modesta opinião.
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